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QUAL É O SEU PROPÓSITO DE VIDA?



Ao desenvolver o método MIDE - Múltiplas Inteligências & Desenvolvimento Emocional certifiquei-me do que há algum tempo já suspeitava: a importância de conceituar bem o que vem a ser PROPÓSITO.

E isso vem se confirmando ao longo dos meus estudos.

Máxime agora com a visão holística na elaboração da inteligência lógica-emocional.

Daí a dificuldade de cada um para verbalizar o propósito da própria vida.

Quando iniciei meu período sabático planejava ficar um ano repensando minha vida.

Logo nas primeiras reflexões me convenci de que para entender e dominar de forma plena a inteligência emocional demandaria mais tempo do que inicialmente planejara.

Desta forma dediquei dois anos inteiros de estudos, pesquisas e viagens.

Deparei-me com um cenário complexo.

Excesso de teorias nas diversas disciplinas e completa ausência de método que, realmente, pudesse ser replicado.

Nos primeiros meses, essa realidade deixou me perplexo e ansioso, exigindo uma disciplina maior do que estava habituado.

Na busca pela raiz de cada conceito, na elaboração de uma síntese consistente e na elaboração de um método próprio para o desenvolvimento da inteligência emocional.

Foi nesse cenário que nasceu o MIDE – Múltiplas Inteligências & Desenvolvimento Emocional e minha teoria sobre a inteligência lógica-emocional.

De fato, meu propósito de vida foi revelado.

Assim contando parece um passe de mágica.

Na realidade foram dois anos de dedicação plena.

Mais de 7.000 horas de estudos, entrevistas, visitas, palestras e viagens.

Logo no início um mestre oriental me fez a pergunta título deste artigo:

‘Qual é o seu propósito de vida?’

Acredito que percebendo minha busca, tentou despertar em mim a chama de meu propósito, e conseguiu.

Não me recordo de uma pergunta tão enigmática e perturbadora em toda minha vida como aquela, fiquei congelado.


A TENTATIVA

De volta aos estudos estava decidido que nunca mais deixaria esta pergunta sem resposta.

Três meses se passaram e sequer uma linha foi redigida.

O que descobri é que nosso propósito já existe e por isso não temos que defini-lo.

O que precisamos fazer é abrir espaço para que ele se revele.

A grande maioria da humanidade passa pela vida sem saber o que significa ‘Propósito de Vida’. Eu estava decidido a não ser mais um.

Percebendo minha ansiedade, o mesmo mestre que me fez a pergunta, emprestou-me um propósito riquíssimo:

‘Seja hoje melhor do que você foi ontem’.

Hoje, com uma visão holística da inteligência lógica-emocional, posso entender a complexidade em torno do tema e fica claro porque, praticamente, ninguém consegue responder qual o propósito de sua vida.

Realizei uma pesquisa sobre o propósito com o intuito de descobrir o que as pessoas entendem por propósito e, quando tinham um definido, qual seria.

Menos de 1% dos pesquisados conseguiram definir o verdadeiro significado de propósito e menos de 0,5% tinham um propósito reconhecidamente verdadeiro.

Hoje, com um propósito bem claro de vida, posso afirmar que uma vida com propósito é uma vida que vale à pena ser vivida.

Como o próprio nome diz, viver com um sentido e com um norte.


PROPÓSITO X META

A grande maioria entende propósito como algo a ser conquistado no futuro, mas isso é uma META e não um propósito.

Meta você cumpre, já propósito você vive a cada segundo.

Ele dá sentido a sua jornada e significado a sua vida, está presente em todos os segundos.

Como o leme do barco, ninguém o enxerga, mas é o responsável pela direção.

O propósito é a razão ou o sentido da nossa vida e por isso nunca será cumprido e sim respeitado e vivido.

Uma meta é um fim, é possível perceber a defasagem a ser cumprida entre onde se está e aonde se quer chegar.

A vida é recheada de metas: passar de ano; ingressar em uma universidade; trabalhar em uma determinada empresa; ter o próprio negócio; casar, ter filhos e construir um patrimônio.

Tudo que foi citado, por se tratar de metas, pode ser mensurável.

O propósito dá significado a jornada, traz o sentido e o prazer de realizar esta caminhada feliz, observando e curtindo cada detalhe da viagem.


AS MONTANHAS QUE SUBIMOS

Existe um preceito budista que diz: “muitos escolhem as montanhas a subir, todavia não o fazem conscientemente e sofrem com a escalada.

Reflita antes de escolher as montanhas que irá escalar e lembre-se que um dia terá de desce-las”.

A meta é chegar no topo da montanha, o propósito é o prazer da escalada.

Alpinista experiente nunca se cansa de preparar sua escalada, estuda cada detalhe da subida, organiza o material que será necessário, se prepara fisicamente e psicologicamente.

Sabe que não há margem para erros, não existem lojas de conveniência no caminho.

O propósito dá sentido à escalada, o alpinista enxerga a felicidade na escalada, milímetro a milímetro, e não na chegada ao topo.

Enxerga desafios e não problemas, usa as adversidades a seu favor, nunca se opondo a elas.


METAPENSAMENTO x METACONSCIÊNCIA

Metapensamento é o pensar sobre o que se pensa, é um estado de vigília ou de alerta.

No metapensamento surge a consciência do que se está pensando.

Por que penso assim ou por que estou pensando nisso agora ou este pensamento agora não faz sentido.

Assim, surge a metaconsciência.

Torna se consciente de que não tinha consciência do que pensava e nem por que pensava.

Começa se a ter consciência de que não tem consciência de que os pensamentos surgem e tomam conta da mente, das emoções.

Dessa forma assume se as rédeas da mente.

Neste instante ela deixa de ser mau patrão e passa ser um bom servo.

Passo aqui a chave importantíssimas do processo de busca do propósito.

Trabalhar o metapensamento para gerar a metaconsciência.

Antes pensava e deixava a mente à deriva, agora pensará o por quê está pensando.

Analisa se o pensamento e entre 80% a 90% das vezes descarta-se os pensamentos.

Se deixar a mente solta ela sempre olhará para o futuro com os olhos do passado. Descartando o presente ou o agora.


PENSAMENTOS x EMOÇÕES

É preciso entender que pensamentos expressam emoções e vice versa, seu corpo sempre trará reflexos confiáveis.

Surgindo conflitos entre o pensamento e emoções, o foco deve estar nas emoções porque a verdade estará nelas.

Nós seres humanos temos dois campos vibracionais, a dissonâncias e a ressonâncias.

As dissonâncias são vibrações ruins características dos estados baixos e inferiores de vida, normalmente expressadas pela angústia, tensão emocional (ansiedade) e em último grau depressão.

Ressonâncias são vibrações opostas, o corpo está em estado intermediário ou elevado de vida, há harmonia, paz de espírito e principalmente equilíbrio.

Há uma sensação de leveza, de não haver esforço, as coisas simplesmente fluem.

Quando me refiro que deva-se confiar nas emoções é porque a intuição, voz da essência, involuntariamente, se comunicará com a pessoa e sempre saberá o que é melhor para ela.

No turbilhão da mente, repleta de pensamentos desconexos, a voz que tentará prevalecer é a voz do sabotador.

No momento que o insight é ignorado pela sua consciência, ou melhor dizendo, sabotado, surge uma dissonância e é por isso que você deve manter sua atenção nas emoções.

Os pensamentos podem ser dominados pela mente, influenciados pelo sabotador, mas as emoções nunca.

Ninguém controla o que sente, o segredo é ter consciência, percepção e agir ao invés de reagir.


O Propósito e a 9a. consciência

No oriente acredita-se que o nível mais profundo de nossa consciência é a 9a. consciência ou também chamada de consciência Amala.

Este conceito das 9 consciências nasceu na Índia antiga, aproximadamente 600 A.C. Foi, realmente, esclarecido na China 600 D.C. e influenciou diversas religiões e filosofias.

O propósito é a própria essência livre do medo, raiva e ódio.

É o encontro com ele que surge a vida plena, ou quase encontra a plenitude de vida.

Quando se percebe que encontrar o propósito significa encontrar a plenitude da vida ou viver vida plena que vale a pena ser vivida, busca se entender o conceito de plenitude.

Viver vida plena ou em plenitude, é viver conforme o que mais se valoriza ou em conformidade com os valores e princípios em base ética.


O PROPÓSITO E OS MODELOS MENTAIS

Modelos mentais são formatos rígidos para enxergar o mundo.

São modelagens que a mente sofreu para enxergar não o que se vê, mas sim o que foi programado para enxergar.

Não existe, barreira maior do que os modelos mentais a serem quebradas na jornada de seu propósito.

Em breve, apresentarei um artigo completo sobre modelos mentais.

Estudos apontam que estão na raiz das guerras, do fanatismo religiosos, do racismo, do preconceito em geral.

Para melhor esclarecer o ‘Modelo Mental’ cito, como exemplo, o valor paternidade.

O homem, normalmente, é modelado para ser provedor.

Assim sendo, a qualidade de vida da sua família é de sua responsabilidade.

Isso é o bastante para induzi-lo aos valores que o farão vitorioso no cumprimento daquele dever.

Vejamos dois modelos mentais de uma mesma questão:

1- O que é ser pai?

2- O que é qualidade de vida da família?

Ao quebrar essas duas correntes, percebe se, facilmente, que os elos de que são feitas contém valores, muitas vezes, díspares.

Podendo impedir o crescimento do pai como ser humano.

Um pai antes de qualquer obrigação como provedor financeiro, deve ser provedor de amor, amizade, companheirismo, diálogo, de colo nos momentos mais difíceis da vida.


O PROPÓSITO E OS VALORES

Na busca incessante pelo propósito depara se com pistas que levam ao propósito, aos valores.

Agora, surge outra questão que precisa ser esclarecida: ‘O que são valores?’

Valores expressam aquilo que se valora, são pessoais e não estão relacionados a moral, ao certo ou errado.

Não existem valores ruins, certos ou errados, eles expressam o que se valora em vida.

São intangíveis, não podem ser mensuráveis.

Exemplos de valores: paz de espírito, vaidade, simplicidade, elegância, despojo, respeito, honestidade, verdade, fidelidade, lealdade, romance, amor, excelência, humor, positivismo, natureza, etc.

Perceba que são intangíveis e não são invisíveis.

Não é difícil perceber num grupo os valores presentes ali.

Imagine se chegando a uma reunião informal na casa de um amigo com muitos convidados.

Rapidamente percebe se a forma de vestir os valores, simplicidade, despojo, elegância, vaidade.

Alguns valores como lealdade, verdade, amor, etc. só podem ser percebidos no convívio íntimo das pessoas, isto porque os valores são intrínsecos, não escolhidos, são moldados no decorrer da vida.

Podem estar em desconformidade com o propósito, gerando forte dissonância no interior.

Esta é a razão pela qual oriento manter o foco nas emoções; quando há atrito entre valores e propósito, ele é manifestado com algum tipo de emoção.

Diferente do propósito, valores podem mudar e normalmente mudam com o amadurecimento, por exemplo aos 25 anos os valores são bem diferentes dos 35 anos e o mesmo acontece se avaliar aos 45 anos.

No método MIDE os participantes elaboram sua matriz de valores e seu mapa de ressonância / dissonância e essa matriz assume o papel de bússola de suas vidas.

A matriz esclarece os verdadeiros valores e aponta quais estão gerando dissonâncias ou emoções em seus pensamentos.


ALINHANDO PROPÓSITO e VALORES

A definição de uma matriz de valores é, a primeira luz no fim do túnel, que nos leva ao nosso propósito.

Gostaria de aliviar o peso sobre este processo, ele é mágico, motivador e revestido de energia cósmica.

A pessoa sente mais do que pensa. É incrível enxergar esta luz.

Fazer o processo leve, prazeroso, depende, exclusivamente, de como se vai conviver com os erros do passado, como se vai enxergar o desvio de valores.

O importante é focar no AGORA, na intenção por trás do processo, na descoberta.

Não é fácil chegar a uma versão final da matriz de valores e muito menos das dissonâncias que ela apontará. É um processo de muitas descobertas.

Ao fazer a matriz de valores, ainda muito jovem, pode haver um choque ao perceber que, até o momento, seguiu se à deriva dos valores.

É mister transformar em sabedoria o conhecimento, até então, ali guardado.

A matriz exige uma hierarquia dos valores que damos peso 10 em nossas vidas, aqueles inegociáveis.

Existem valores nucleares que uma vez atingidos, afetam todos os outros.


O PROPÓSITO E A MATRIZ DE VALORES

Mais relevante do que perceber os seus 10 principais valores é entender como eles se relacionam formando uma grande teia de influência em sua vida.

Tive oportunidade de conhecer algumas ferramentas usadas em diversos métodos que tem o propósito de fazer com que as pessoas descubram seus valores.

Porém, todas as ferramentas que encontrei não se encaixavam no pensamento sistêmico proposto no MIDE, era preciso ir um passo além.

Como vivemos em uma sociedade cartesiana temos que redobrar nossa atenção pelo fato de pensarmos da mesma forma.

As ferramentas alimentavam essa crença que as coisas acontecem em linha e quando você absorver o conceito do pensamento sistêmico vai perceber a impossibilidade de usar este tipo de ferramenta.

Talvez o maior aprendizado que posso compartilhar, hoje, com as pessoas é que o propósito de cada um já existe e está na essência, guardado na 9a. consciência pronto para ser revelado.

Partindo dessa premissa, foquei na conexão ou como abrir e expandir o canal de comunicação com minha 9a. consciência para que meu propósito se conectasse ao meu consciente e se revelasse por inteiro.

Observe com atenção a frase acima, abrir ou expandir o canal para que o propósito se comunicasse comigo e não o contrário.

Entenda, você não acessa a sua 9a. consciência, ela acessa você e o canal de comunicação é sua intuição.

A matriz de valor do MIDE é uma ferramenta para aumentar e expandir sua conexão com o seu propósito.

Na realidade a matriz é a revelação das características do seu propósito.

Uma vez entendido que focar em conectar com meu propósito seria uma grande perda de energia, resolvi manter minha atenção na expansão da minha intuição.

Depois de meses de reflexão cheguei a conclusão que os dois valores mais importantes para minha vida eram: ‘Paz de Espírito’ e ‘Paternidade’, classifiquei como os meus valores nucleares, pois a matriz do MIDE é uma mandala e não uma reta.

Depois, entrei em atenção seletiva trabalhando em metapensamento e metaconsciência em cima dos valores que eram importantes e que ao mesmo tempo sustentariam os dois valores nucleares.

Quando encontrei os 4 valores secundários, os principais pilares dos valores nucleares, eram eles: licitude e segurança, sustentam minha paz de espírito e presença e amizade, sustentavam minha paternidade.

Presença é um valor que hoje trafega em todas as esferas da minha vida, mas foi na paternidade que eu mais desrespeitava e isso aflorou a sua importância em minha vida.

Estar ‘presente’ em atenção seletiva e em nível 2 ou 3 de escuta passou a ser um valor para mim, em todas minhas esferas.

Depois de bom tempo trabalhando afloraram dois outros valores: ‘Entrega’ e a ‘Verdade’.


MONTANDO O QUEBRA-CABEÇA

Percebam que a matriz de valores não vai brotar na sua frente na primeira vez que sentar para preenche-la.

Seria muita pretensão acreditar que você esteja pronto para percebe-la sem sofrer forte influência do seu sabotador e de sua VDA – Voz de autocensura.

Dediquei muitas horas de reflexão, em estado de ‘Presença’, para fechar minha matriz. Com certeza minha atual matriz sofreu mais de 50 versões.

Você precisa entender a importância desta ferramenta e dedicar a revê-la pelo menos uma vez por semana.

Quando percebi que entrega e verdade eram valores para mim, o MIDE deu um salto. Tomou um rumo oposto a tudo que eu imaginara no início.

Não caberia superficialidade, não poderia direcioná-lo à autoajuda, era preciso mergulhar profundamente, pois comecei a perceber o propósito surgindo em minhas mãos.

Mais alguns meses, eis que surgem os dois últimos valores de minha matriz, ‘Disciplina’ e ‘Conhecimento’, uma surpresa incrível, uma sensação indescritível, nunca estiveram presentes até então.

Agora, meu propósito surgia no horizonte, ele deveria atender a minha ‘Paz de Espírito’ e ‘Paternidade’.

Deveria ser completamente lícito.

Deveria proporcionar segurança para mim e minha família, teria que ter uma forte relação com a verdade, deveria exigir de mim em Fluxo, prazer e desafio extremos, ‘Disciplina e Conhecimento’, uma entrega verdadeira na busca e na forma de transmitir meus conhecimentos.

Minha vida passou a ter um norte e o MIDE passou a ter um sentido nunca pensado, ele se incorporou a minha vida, se tornou parte de mim e eu senti uma necessidade de passa-lo ao mundo, percebi que meu propósito estava relacionado ao passar conhecimento e transformar pessoas, não superficialmente e desta forma meu propósito começou a tomar forma.

O importante é você entender que o propósito não surge como um raio em sua mente.

Pense em seu propósito como uma escultura de mármore. O que você enxerga hoje é uma bloco de pedra, intangível.

Construir a matriz de valor é o processo de esculpir seu propósito, ele vai tomando forma aos poucos e você precisa dedicar tempo ao processo, talvez o maior desafio esteja aí, disciplina para manter atenção seletiva ao processo.


PERGUNTAS QUE LEVAM AO PROPÓSITO

Uma declaração de propósito deve responder as seguintes perguntas:

1- Qual é a contribuição que dou à minha família?

2- Que diferença faço com minha vida?

3- Que diferença faço com meu trabalho?

4- Qual é a contribuição que dou à minha comunidade?

Encontram-se todas essas respostas no desenvolvimento humano.

Percebe-se que vive-se uma vida que responderá a essas perguntas.

Exemplo de propósito: evoluir permanentemente o desenvolvimento humano pelo conceito da inteligência lógica-emocional, transmitindo os conhecimentos de forma irrestrita ao próximo.

Este é um legado que se pode deixar à família;

A diferença que se quer fazer com a vida.

O que fazer com o trabalho. Contribuição a comunidade.

Há metas alinhadas no propósito, a diferença é que o foco é o propósito e não a meta, o foco é a jornada.

Fazer de cada dia um prazer de viver, estar em plenitude absoluta e usar a meta apenas como um norte.


PROPÓSITO E OS FATORES MOTIVADORES

Um cientista de Harvard, Dr. Mac Land, juntamente com sua equipe, desenvolveu uma pesquisa sobre o tema e pôs fim ao debate que era intenso.

Existem três fatores que motivam o ser humano:

1- Influenciar pessoas;

2- Fazer parte de um grupo – Relacionamento;

3- Realizar algo.

Com essa pesquisa em mãos notei que ali estava mais um elemento do propósito, ou seja, ele deveria atender aos três fatores motivacionais.

Além de estar alinhado a minha matriz de valores, notei que meu propósito deveria estar relacionado a minha motivação, do contrário não faria muito sentido à vida.

O propósito é a fonte maior da motivação.

Percebi que minha busca pela inteligência emocional, que se tornaria no MIDE inteligência lógica-emocional, era a manifestação da minha essência.

Sempre acreditei que minha intuição direcionava-me ao encontro das respostas as quais me conduziriam ao propósito de vida.

A de se notar que momento algum direcionei minha atenção ao propósito.

Dediquei ao tempo e aos meus valores.

A conexão e meus estudos tomaram dimensões inesperadas e um dia, quando menos esperava, meu propósito brilhava como o sol da manhã em minha vida.

Gostaria de traduzir em palavras o que senti, mas acredito que seja impossível, é algo mágico, mexe com todas as células do corpo, é de uma verdade e força que nunca havia sentido.

Assim encontrei meu propósito de vida:

“Passar conhecimentos que influenciam vidas, em total estado de entrega e verdade.”


O PROPÓSITO E A UTOPIA

As pessoas têm dificuldade de assumir compromissos.

A utopia quando se trata de propósito é muito válida e recomendada, pois ela dá o sentido e não o destino.

Por exemplo, um propósito de nunca faltar com a verdade, seria uma utopia como meta, mas como propósito é perfeito, dá uma direção.

Uma associação que tem como propósito a paz mundial como meta seria sem sentido, mas como propósito direciona a forma de seus membros se portarem em todos em suas vidas.

Quantas pessoas você conhece que vivem em prol de um propósito, alinhado com seus valores reais?

Deixo as perguntas:

‘Qual o seu propósito de vida?’

Quais são os seus valores inegociáveis?


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