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História da ILE - Inteligência Lógica-Emocional



O conceito de inteligência emocional surgiu, em 1995, com o lançamento do best-seller mundial o qual levava o mesmo título escrito pelo psicólogo norte americano Daniel Goleman.

Um sucesso de tal envergadura prometia, como de fato sucedeu, verdadeiro reboliço no meio acadêmico e estudioso dessa ciência.

Também os departamentos de Recursos Humanos do mundo empresarial se encantaram com a descoberta e o uso do Q.E (coeficiente emocional).

O conceito se propagou de forma assustadora no mundo todo levando o livro aos impressionantes 5 milhões de cópias vendidas.

Nessa ocasião eu atuava no mundo empresarial. Fiz parte dos que se encantaram com a novidade incorporando-me aos que se propunham a adotar, na administração empresarial, a grande novidade do momento.

Aos poucos, o brilho da novidade que surgira com tanto vigor esmaecia, lentamente, condenada a se tornar uma simples retórica.

Eu, talvez tenha sido um daqueles que, devido aos afazeres rotineiros da época, tenha deixado aquele livro na biblioteca a empoeirar -se. Foi depois desse tempo todo, ao estudar a teoria de Gardner sobre as múltiplas inteligências, que me propus a rever o que havia estudado, superficialmente, há dezoito anos.

O conceito de QE – Quociente Emocional-- virou febre. Com o passar dos anos, foi esfriando até desaparecer por completo deixando a impressão de mais uma moda bumerangue, dessas que surgem e desaparecem com a mesma velocidade.

Estudando, detalhadamente, o conceito de inteligência emocional percebi que apesar de ser de grande significância, o viés pelo qual eu e boa parte dos estudiosos abordávamos o assunto era muito empírico e superficial.

Assim sendo, decidi expandir minha busca ao estudo do desenvolvimento humano de forma geral. Ato contínuo, fui à Suécia entender como aquele povo atingira a excelência em relações humanas.

Na Suécia, encontrei uma nova realidade de mundo que na minha mente só existira como fantasia. Lá descobri a Antroposofia e a teoria que viria ser a base dos meus estudos, As Múltiplas Inteligências de Howard Gardner, renomado psicólogo norte americano, professor de Harvard, onde a teoria foi elaborada.

Dediquei um profícuo estudo da teoria das MI, como é atualmente conhecida no mundo e, por fim, pelas mãos do próprio Howard Gardner conheci a Dra. Jie-Qi Chen, sua aluna que implantou a teoria na China, Coréia do Sul e Cingapura.

Entender as MI é entender o nascimento da teoria da inteligência emocional, visto que foi alicerçado nela que Goleman se baseou para desenvolvê-la.

A teoria das MI foi publicada em 1984 por Howard Gardner, quando Goleman fazia seu doutorado em Harvard, com 7 inteligências.

Goleman percebeu que duas das sete inteligências, a Intrapessoal e a Interpessoal, era a forma de mensurar o emocional tal como Alfred Binet fez com a inteligência lógica-matemática ao criar o QI.

Assim, o mundo passou a ter duas referências: o QE – Quociente Emocional e o QI – Quociente de Inteligência - .


Ao me debruçar nos estudos da Dra. Jie-Qi Chen com o objetivo de entender por que uma teoria tão incrível nascida nos Estados Unidos impactou, fortemente, a Ásia e parte da Europa e, praticamente, não exerceu influência nenhuma no ocidente.

Concluí que seria impossível o pleno desenvolvimento da ILE sem a inteligência existencial e ao criar indicadores para monitorar o emocional, seria necessário o uso da inteligência lógica-emocional.

A ILE é formada por quatro múltiplas inteligências: intrapessoal, interpessoal, existencial e lógica-matemática.

Em resumo, posso afirmar que as filosofias orientais pregam a diversidade na forma de ensinar e avaliar os seres humanos há milênios, explicando por que a teoria das MI fez tanto sentido.

O ponto que foi o divisor de águas para a elaboração da teoria da ILE – Inteligência Lógica-Emocional – foi a percepção que seria impossível entender o emocional sem entender as filosofias orientais, afinal esses povos falam de equilíbrio emocional há milênios.

Encontrei registros de filósofos na Índia que pregaram sobre o emocional 600 a.c..

Em cima desse entendimento decidi me aprofundar no conhecimento das filosofias orientais.

Depois de quase dois anos de estudos percebi que não conseguiria dar lógica ao pensamento sobre o emocional sem a fusão dos dois hemisférios, ocidental e oriental, e que a dificuldade de encontrar uma forma lógica de desenvolver o emocional sem ficar na superficialidade da autoajuda, era exatamente a dificuldade de unir os pensamentos desses dois hemisférios. Assim nascia a ILE – Inteligência Lógica-Emocional e o MIDE – Múltiplas Inteligências & Desenvolvimento Emocional, método que desenvolvi para tirar o emocional do campo do subjetivismo.

Em cada tema busquei como desenvolvê-lo. Esta foi a minha maior dificuldade no meu período de pesquisa. Encontrei teorias incríveis, mas sem nenhuma orientação real de como aplica-las.


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