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Modelos Mentais - crenças limitantes -

Atualizado: Fev 22


POR QUE FALAMOS UMA COISA E FAZEMOS OUTRA?

Modelos Mentais são imagens internas, profundamente, arraigadas no inconsciente, influenciando, sobremaneira, a memória; os costumes; a cultura da sociedade; de um povo ou de um indivíduo.

Consequentemente, Influenciando a maneira e o funcionamento do mundo.

Aquelas imagens limitam às formas conhecidas de pensar e agir.

Formas essas nem sempre éticas e condizentes à vida boa, saudável.

Decorrente disso as pessoas, muitas vezes, são incoerentes no agir e no falar divergindo do que apregoam. Tornam-se dependentes, até mesmo, escravizadas, de seus “Modelos Mentais”.

Essas conclusões são frutos de estudos do psicólogo de Harvard: Dr. Chris Argyris, ex-psicólogo de Harvard, falecido em 2013.

Argyris afirma que os “Modelos Mentais” estão na raiz dos conflitos humanos.

Modelo, neste caso, tem conotação de ´Modelar´ dar forma ao pensar.

Desde o nascimento, sofremos influências que modelam nossa forma de enxergar o mundo.

Poderá ser generalizações simples como: “Não podemos confiar nas pessoas” ou até teorias complexas como premissas sobre razões pelos quais famílias, inteira, agem, de determinada maneira.

POR QUE MODELOS MENTAIS AFETAM TÃO FORTEMENTE O QUE FAZEMOS?

Porque eles afetam o que vemos, duas pessoas podem presenciar o mesmo fato e descreve-lo completamente diferente.

As defasagens, muitas das vezes, soam como hipocrisia, podendo até ser o caso, mas temos que considerar a hipótese que existe um ´Modelo Mental´ atuando no inconsciente da pessoa.

Como exemplo, cito um caso representativo: o ´Machismo´.

Considerando a forte campanha pela igualdade de gêneros, muitas pessoas criadas sob um modelo mental machista, entendem, querem e expressam o entendimento da importância da questão, mas suas ações, no dia a dia, divergem do seu discurso.

A questão nos remete, novamente, ao funcionamento da mente, consciente e descendente, ou inconsciente e ascendente.

Os ´Modelos Mentais´ estão impregnados no inconsciente; São generalizações do pensamento e consequentemente das defasagens também; estão fora do controle.

Os problemas dos modelos mentais não estão no fato deles estarem certos ou errados – por definição, todos os modelos mentais são simplificações.

Os problemas com modelos mentais surgem exatamente porque operam no inconsciente.


MODELOS MENTAIS BONS ou RUINS

Julgar ´Modelos Mentais´ pode levar ao ´Controle´. Por essa razão, considerados raiz dos problemas nas relações humanas.

O modelo mental de uma pessoa a condiciona a enxergar os fatos de forma a induzi-la de que está certa; por outro lado, outra pessoa vendo o mesmo fato, poderá interpretar completamente diferente e também convicta de que está certa.

É quase impossível chegar a um denominador comum para modelos mentais divergentes.

Cada pessoa percebe os afetos, acontecimentos, cultura e fatos de forma diferente criando, desta forma, Modelos Mentais´ segundo suas referências. Isso explica o fato pelo qual desisti de ter razão.

MODELOS MENTAIS COMO DISCIPLINA

Atualmente os ´Modelos Mentais´ se transformaram em disciplina acadêmica.

Percebe-se a dificuldade de entendimento de como isso seja possível e o por quê.

Ocorre que a equipe que desenvolveu os estudos sobre os modelos mentais considerou o outro lado da moeda, a força por trás do conceito.

Se os modelos mentais foram usados para gerar guerras, genocídio e podem impedir a aprendizagem congelando a mente em conceitos obsoletos, por que não podem ajudar a acelerar bons conhecimentos e aprendizagem.

A disciplina traz os modelos mentais à tona para trata-los a fim de torna-los condizentes aos bons costumes e atenderem à ética.

Não há como desenvolver um pensamento sistêmico sem entender os ´Modelos Mentais´ que envolvem o sistema em análise, eles estão nas raízes dos conflitos estruturais.

POSICIONANDO NA DEFESA

Recebemos uma educação e uma formação com características reativas.

Nosso inconsciente está pronto para defender os pontos de vistas arraigados com unhas e dentes.

Na maioria dos casos sem reflexão e indagação necessária.

Antes de qualquer embate deveríamos perguntar:

“Eu realmente acredito nisso, estou programado para pensar assim? ”;

“Estou disposto a considerar que pode existir uma forma melhor de enxergar este fato”;

Os seres humanos sofrem do que os cientistas chamam de ´Saltos de Abstrações´ quando passamos de observações diretas, dados concretos, para generalização sem testá-las.

O que era um pressuposto passa a ser tratado como um fato.

Os saltos de abstrações são comuns nos conflitos humanos.

Quando crianças ouvimos generalizações em nossos ambientes e vamos absorvendo sem a devida reflexão.

O mais sólido caminho para trabalhar saltos de abstrações é desenvolver desde cedo as competências de reflexão e indagação nas crianças, só assim estarão prontas para se livrarem de modelos mentais e defasagens que as fazem sofrer.


TRANSFORMANDO CONFLITOS EM OPORTUNIDADES

Quando tomamos consciência de que agimos pelos nossos modelos mentais, podemos transformar antigos conflitos em oportunidade de aprendizagem.

Antes de reagir, como sempre fazemos quando não concordamos, o primeiro passo rumo a uma mudança é aprender a investigar a forma como a outra pessoa enxerga o fato.

Este passo só será efetivo se o fizer com a mente desarmada e no nível 2 de escuta, ou seja, ouvindo de forma integral e sem pesar enquanto a outra fala.

Peça para a outra pessoa explicar como chegou ao ponto de vista que defende peça o maior número de detalhes.

O que antes era um conflito quase certo, hoje pode ser uma oportunidade criativa uma vez com a mente aberta podemos chegar à conclusão que o ideal é um misto dos pontos de vistas.

Ao defender seu ponto de vista:

  1. Seja claro, paciente e explique em detalhes como chegou a seu ponto de vista;

  2. Estimule o interlocutor a explorar seu ponto de vista e ouça as dúvidas de forma aberta e receptiva;

  3. Estimule as pessoas a apresentarem pontos de vistas diferentes ao indagar os pontos de vistas de outras pessoas. Se o que disser for um pressuposto, seja claro que se trata de um pressuposto, isso facilitará o debate;

  4. Seja claro e transparente de como chegou aos seus pressupostos;

  5. Exponha seu ponto de vista de forma clara e objetiva.


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