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A Mente e o Poder do Pensamento



“Não existe o bom ou o mau; é o pensamento que os faz assim.” - William Shakespeare

O PODER DO PENSAMENTO

Considerando que a mente controla e molda o cérebro ao gerar os pensamentos, é mister que se dê singular importância ao pensamento.

Os pensamentos tem o poder de modelar e recriar a forma como o cérebro atua, para melhor ou pior, dependendo do tipo de emoção que se coloca no pensamento.

Se, com frequência, você diz que sua memória é ruim e tem uma sensação de derrota ou impotência quando ela falha, seu cérebro interpretará isso como verdade.

O cérebro interpreta a mensagem como uma diretriz, ou seja, a mente entende que a memória é ruim e que não justifica despender energia criando uma nova rede de conexão em busca de melhora-la.

A ciência cognitiva comprovou, nas últimas décadas, que o desenvolvimento do cérebro é ilimitado e seu desenvolvimento depende da forma como a mente se relaciona com ele pelos pensamentos.

O cérebro não pode ser solicitado a fazer coisas novas e inesperadas, precisa ser estimulado, ensinado, nutrido e provocado pelos pensamentos.


“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” - Leonardo da Vinci

COMANDANDO NOSSO CÉREBRO

A mente pelos pensamentos deve assumir 4 papéis no desenvolvimento do cérebro:

  • Pensamento do Líder: “Serei o Líder do meu cérebro.” Transmitindo ordens diárias. Pergunta do dia: “Que ordens devo lhe dar hoje?”

  • Pensamento do Inventor: “Serei o Inventor do meu cérebro.” Criarei novos caminhos e conexões que não existem para atingir meus objetivos.

Pergunta do dia: “Quais novos caminhos quero criar?”

  • Pensamento do Professor: “Serei o Professor do meu cérebro.” Ensinarei meu cérebro a aprender novas HABILIDADES.

Pergunta do dia: “Quais habilidades vou lhe ensinar para aperfeiçoar a seguinte atividade?”

  • Pensamento do Dono: “Serei o dono do meu cérebro.” Irei mantê-lo em boas condições de funcionamento. Pergunta do dia: “Que atividades posso fazer hoje para cuidar do meu cérebro?”


“A água turva não mostra os peixes ou conchas em baixo; o mesmo faz a mente nublada.” - Textos Budistas

O SUPERCÉREBRO

A ciência cognitiva vem trabalhando o conceito do Supercérebro, o próximo salto evolutivo que os seres humanos darão em seu cérebro.

Todas as pessoas, mentalmente normais, possuem o que a ciência cognitiva chama de cérebro básico, o resultado de milhares de anos de evolução.

A novidade incrível será a descoberta que transformar nosso cérebro em um supercérebro dependerá, exclusivamente, de como vamos usar nossa mente para isso.

O Supercérebro se apoia na crença de conectar mente e cérebro de uma nova e revolucionária maneira.

Uma das singularidades do cérebro é que ele só pode fazer o que julga ser capaz de fazer, o segredo é para o desenvolvimento do Supercérebro é colocar a mente em alerta para monitorar os pensamentos.

Se pensamos com baixas expectativas, ou sob o comando da VDA – Voz de Autocensura ou sabotador, atingiremos baixos resultados.

O cérebro básico é produto da evolução, já o Supercérebro será o produto da evolução com AUTOCONSCIÊNCIA.

A regra mais importante para o desenvolvimento do supercérebro é que nosso cérebro está sempre à espreita de nossos pensamentos.

O que ele ouve, ele aprende.

Usando o poder do pensamento podemos criar nossa própria realidade, respeitando os conceitos abaixo:

  • Você não é seu cérebro;

  • Usando a mante podemos criar tudo o que sentimos e vemos no mundo.

  • A percepção não é passiva. Você não recebe simplesmente uma realidade fixa. Você a molda.

  • Sua mente pode mudar sua concepção.

  • Quanto mais consciente você for, maior será seu poder sobre a realidade.

  • A consciência tem o poder de transformar seu mundo.

  • Em um nível sutil, sua mente se funde às forças criativas do universo.


“É bom domesticar a mente que, de difícil domínio, e veloz, corre para onde lhe agrada; a mente domesticada traz felicidade.” - Textos Budistas

MUDANDO A MENTE

Agora que entendemos que a mente é quem comando o cérebro, os pensamentos e, consequentemente nossas ações, é importante entender que a ciência cognitiva vem há décadas estudando como mudar a mente e criar o supercérebro.

A mudança começa com o conhecimento da verdade sobre a “Natureza” e os modelos mentais que provocam Medo, Apego, Culpa e Controle.

Da mesma forma que chamamos atenção ao poder do pensamento, precisamos agora entender o poder da verdade.

Ver a realidade cada vez mais como ela é, limpar as lentes da percepção, acordar das distorções da realidade impostas por nós mesmos.

Não existe uma mudança de alta alavancagem, sólida, em cima de premissas falsas.

Encarar as verdades é o passo primordial para mudar a mente. Talvez essa percepção tenha gerado a famosa frase: “A verdade o libertará”.

O maior desafio de mudar a MENTE está em enfrentar as “Defasagens” – Diferença entre o que se diz e o que se faz - provocadas pela ação dos modelos mentais.

Entendido o cenário que precisa ser mudado na mente, o próximo passo é não forçar a mudança ou o crescimento de sua ILE, e sim, eliminar os fatores que o limitam.

A natureza humana é imediatista por si só, queremos tudo para ontem e quando o assunto é mudar a mente estamos falando de um processo lento e de muita concentração, determinação, positivismo, desapego, disciplina e presença.

Queremos atacar os pontos que são fontes de sofrimento, típico de um pensamento linear, quando o correto é percebermos os pontos que limitam nosso crescimento, lição que aprendemos com o pensamento sistêmico.

É importante entender que todos seres humanos nascem com duas crenças e, por fazerem parte da natureza humana, são muito arraigadas a crença do demérito e a crença de impotência.

Por alguma razão ainda não explicada, no inconsciente acreditamos que não merecemos realizar nosso sonho, demérito, e que não iremos conseguir o que queremos, impotência.

Em cima dessas duas crenças nasce o nosso sabotador.

A evolução da mente depende do entendimento do conceito da espiral do crescimento, base de um pensamento sistêmico.

O cérebro desenvolve a “Determinação” quando percebe que a cada esforço desprendido há uma melhoria, por menor que seja.

Chamamos esse processo de “Espiral do Crescimento”. Mudar a mente não é um ato, é um processo lento e gradativo.


“O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.”

Cora Coralina

O importante é manter a mente em autoconsciência para monitorar qualquer sinal de avanço.

O cérebro é ávido em cumprir metas, quem o derruba é a mente que manda pensamentos derrotistas.

Quando invertemos esse processo e começamos a mostrar fatos concretos ao nosso cérebro de pequenas evoluções no que nos propomos a mudar, ele irá reforçar a energia em criar uma nova rede de neurônios para a nova atitude definida.

Quanto mais específicos e detalhados os nossos pensamentos, melhor.

Nossos sonhos devem se tornar “pinturas” em nossa mente.

A questão é continuar a pintar vividamente o alvo que temos para nós

mesmos e avançar rumo a esse objetivo determinadamente.

Então, a cada instante, a realidade de nossas vidas gradualmente se aproximará da pintura que é nossa aspiração.

O que importa é o coração. Tudo depende do que está em nosso coração.

Se nós próprios decidirmos que algo é impossível, então, mesmo que seja possível, para nós isso se tornará impossível.

Por outro lado, se temos a confiança de que definitivamente podemos fazer algo, já estamos a um passo dessa realidade.

Cuidado com o pessimismo.

Pensamentos ou sentimentos pessimistas tomam forma tal como são, na realidade, produzindo resultados negativos.

Pessoas que possuem pensamentos negativos criam efeitos para si próprias que

correspondem perfeitamente aos próprios pensamentos.


“A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.” - Albert Einstein

Por que desistimos tão facilmente do que nos propomos?

Isso ocorre porque nossa mente usa o que chamamos de Loop de Esforço, quando deveria usar Loop de Equilíbrio.

O Loop de Esforço é um processo de feedback que retroalimenta o esforço que estamos fazendo em busca da mudança.

O Loop de equilíbrio é um processo de feedback que mostra que atingimos um determinado patamar e precisamos traçar uma nova estratégia.

Inicialmente, quando percebemos melhorias repetimos o que estávamos fazendo.

Quando o ritmo de crescimento diminuir a pessoa tenderá a compensar aumentando o esforço, loop de Esforço.

Novamente para voltar ao mesmo ritmo de crescimento é necessário identificar e alterar o fator limitante, loop de equilíbrio.

Novamente fica claro que devemos nos focar nos fatores que limitam nosso crescimento e não apenas no foco da mudança.

Quando estamos falando de “Expandir a mente”, aprender não significa adquirir mais informações, mas sim expandir a capacidade de produzir resultados que realmente queremos na vida.

A indústria do conhecimento trabalha em cima do medo e cada vez mais as pessoas se sentem pressionadas a buscarem mais e mais conhecimentos, quando de fato deveriam primeiro focar em potencializar o conhecimento que já adquiriram.

Quem estuda mais, e tem capacidade e habilidade para aplicar o aprendido, sempre terá mais sucesso. O aprendido deve ser permanentemente revisto, questionado e atualizado.


“Nenhum médico é capaz de curar a cegueira da mente.” - Textos Judaicos

Falamos o tempo todo sobre mudar de ideia.

O fenômeno da mudança de mentes é um dos menos examinados e uma das experiências humanas menos compreendidas.

Os estudos sobre os conteúdos da mente e como mudá-los é importante para o desenvolvimento da ILE porque envolvem modelos mentais.

A expressão “mudar mentes” é empregada quando indivíduos ou grupos abandonam seu modo costumeiro de pensar sobre questões importantes e, a partir daí, passam a vê-las de um modo diferente.

As mudanças nem sempre ocorrem por causa das intenções dos agentes de mudança ou dos desejos da pessoa cujo pensamento mudou; alguns efeitos serão indiretos e sutis a longo prazo. Involuntários e ou inclusive perversos.

No desenvolvimento da ILE devemos focar nas mudanças da mente que envolvem mudanças de comportamento.

Um dos segredos da mudança mental é a produção de uma mudança nos “Modelos Mentais” do indivíduo, uma vez que são eles quem definem nossas ações e geram nossas defasagens.

E o que, exatamente, é necessário para que uma pessoa mude mentalmente ou não e comece a agir com base nessa mudança?

Para responder a essa pergunta recorreremos a TEORIA DOS 7 “R”.

Existem 7 FATORES ou ALAVANCAS – que podem operar em todos os casos de mudança da MENTE.

  • RAZÃO : Especialmente entre os que se consideram instruídos, o uso da razão é sobejamente uma questão de acreditar. Uma abordagem racional envolve identificar fatores relevantes, pesar cada um separadamente e fazer uma avaliação global.

  • REVISÃO: A coleta de dados relevantes complementa o uso da argumentação. A revisão pode vir de uma pesquisa formal ou não; ela só precisa permitir a identificação de casos relevantes e um julgamento se eles justificam a mudança de opinião.

  • RESSONÂNCIA: A razão e a revisão apelam para os aspectos cognitivos da mente humana; a ressonância denota o componente afetivo. Uma visão, ideia ou perspectiva parece se encaixar na situação atual e convence de que não há necessidade de considerações adicionais. Geralmente ocorre porque há uma “relação” com um modificador-de-mentes. Ou pessoa “confiável” ou a “respeitamos”.

  • RESUMOS: O quarto fator soa técnico, mas é bastante simples. Uma mudança mental torna-se convincente na extensão em que se presta à representação em diferentes modos reforçando-se mutuamente. Quando um conceito pode ser expressado falado, escrito e em gráficos. Máxime, se refere a instruções – seja em sala de aula do ensino fundamental, oficina de gerenciamento – o potencial para expressar a lição desejada em muitos formatos compatíveis é crucial.

  • RECURSOS E RECOMPENSAS: A mudança mental é mais provável quando há recursos suficientes dos quais se pode abrir mão. O cérebro precisa perceber a recompensa da mudança. Por exemplo quando uma pessoa decide mudar a mente e ajudar pessoas e instituições filantrópicas.

  • REALIDADE: Às vezes, há um evento na sociedade mais amplo que afeta muitos indivíduos. Não, apenas, aqueles que estão buscando uma mudança mental. Exemplo: guerras, furacões, os ataques terroristas, as depressões econômicas.

  • RESISTÊNCIA: Qualquer tentativa de compreender a mudança mental precisa levar em conta o poder das várias resistências.


“Nenhum médico é capaz de curar a cegueira da mente.” - Textos Judaicos

Outro ponto relevante quando estamos falando de mudar a mente são as seis arenas que essas mudanças podem ocorrer, chamadas de pirâmide invertida da mudança da mente.

GRANDE PÚBLICO HETEROGÊNEO – UMA SOCIEDADE ESPECÍFICA

GRANDE PÚBLICO HOMOGÊNEO – CULTURA DE UMA EMPRESA

ARTE – PESQUISAS CIENTÍFICAS– ACADEMIA

CENÁRIO FORMAL DE INSTRUÇÃO

UMA FAMÍLIA

INDIVÍDUO

A importância de entender as arenas é perceber que qualquer mudança começa na própria pessoa.

O Indivíduo é a base da pirâmide, o microcosmo; dele poderá atingir o macrocosmo, uma sociedade inteira.

Uma vez que a mudança seja verdadeira e perceptível influencia o sistema, começando pelo ambiente biopsicológico – família.

AS 4 DIMENSÕES DA MENTE

A mente atua em 4 dimensões que chamamos de:

  • Mente Emocional

  • Mente Racional

  • Mente Instintiva

  • Mente Intuitiva

Quando nos referimos em controlar a mente, queremos dizer controlar os próprios pensamentos em equilíbrio com essas 4 dimensões.

Os pensamentos são precedidos de uma emoção, visto que as emoções são involuntárias; ninguém controla o que sente. Pode controlar as ações.

Quando o cérebro interage com as amígdalas ou com os neurônios espelhos, transmite a mente primeiro uma emoção e é por isso que as emoções costumam guiar as ações, elas chegam antes na mente.

A neurociência identificou um tipo de neurônios responsáveis pela empatia que transmitem ao cérebro uma emoção percebida em outra pessoa, chamados de neurônios espelhos.

Em milésimos de segundos chega um registro ou uma diretriz que o cérebro tem armazenada, ou uma associação direcionando o pensamento.

Dependendo da emoção que se sente, o cérebro pode ser sequestrado e a capacidade de pensar diminui abruptamente.

Neste caso tem-se como base a Mente Emocional, as ações são guiadas pelas emoções .

Quando a mente recebe as emoções e as informações, a orientação é para usar o metapensamento – pensar sobre o pensamento – e assim pode-se tomar as rédeas da mente transformando-a em um bom servo.

Vou dar um exemplo que pode esclarecer esse processo.

Imagine que alguém tenha crescido ouvindo que determinado estereótipo de pessoa é ruim e com o tempo seu cérebro gravou essa imagem. Chamamos isto de modelo mental.

Um dia ela está em um local e se depara com uma pessoa com o estereótipo registrado como ameaça.

Em milésimos de segundos as amígdalas irão disparar o botão do pânico e uma sensação de perigo, ansiedade e medo irá tomar seu corpo.

Na maioria dos casos a mente segue essa orientação e se afasta.

Existe outra opção, entrar em metapensamento – pensar sobre o que está pensando – Porque estou agindo de forma tão preconceituosa se nem conheço essa pessoa? Posso considerar que não representa nenhuma ameaça?

Neste momento há um equilíbrio entre a Mente Emocional e a Mente Racional.

As emoções irão continuar até o cérebro acreditar que a pessoa não representa nenhum perigo.

Ninguém controla o que sente, mas sua Mente Racional abrirá uma oportunidade de crescimento e de conhecimento; uma oportunidade de reavaliar o modelo mental.

Quando o indivíduo se depara com a outra pessoa que parecia ameaça, dependendo do sentimento, a Mente Instintiva aumentará o estado de alerta.

Neste caso, quem pode trazer equilíbrio ao processo é a quarta mente, a Mente intuitiva, ela, de antemão, sabe o que é bom ou não, tal qual um sexto sentido.

A intuição age na mesma velocidade do sabotador e quando confrontados, normalmente, a mente irá optar pela mensagem que parece mais segura.


“Mas onde se deve procurar a liberdade é nos sentimentos. Esses é que são a essência viva da alma.” - Johann Goethe

AS 4 DIMENSÕES DA MENTE

MENTE EMOCIONAL

Pontos importantes:

  1. Ninguém controla o que sente.

  2. Não alimente sentimentos negativos com justificativa do certo ou errado.

  3. Observe os pontos fracos emocionais.

  4. Observe as deficiências quando elas surgirem.

  5. Questione se precisa adotar a reação tomada.

  6. Medo e desejo são criados pela Mente Instintiva, mas conduzidas pela emocional ou racional.

  7. Quando perceber as emoções, estará saindo do estado de inconsciência para consciência. Quando as interpretar, passará para Autoconsciência.

MENTE RACIONAL

Pontos importantes:

  1. O intelecto representa a mais recente fase evolutiva da MENTE.

  2. Todo pensamento, por mais racional que seja, nunca funciona isolado, mas juntamente com emoções e instintos.

  3. Nos ajuda a lidar com medos e desejos.

  4. Pode ser destrutiva quando desconectada do sentido de ética e propósito.

MENTE INSTINTIVA

Pontos importantes:

  1. Entenda que os instintos são necessários à vida.

  2. Tenha paciência com o medo e a raiva, mas não se entregue a eles.

  3. Não tente discutir com seus impulsos.

  4. Não reprima pensamentos e sentimentos por culpa.

  5. Esteja consciente dos seus medos e desejos, esta consciência ajuda a equilibrá-los.

  6. Não aja por impulso.

MENTE INTUITIVA

Pontos importantes:

  1. Pode-se confiar na INTUIÇÃO.

  2. A INTUIÇÃO não precisa ser processada pelo cérebro.

  3. Não conhece limites.


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