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O SABOTADOR INTERNO



Há vários autores unânimes em afirmar que o ser humano possuí, em sua mente, uma voz que atua como um sabotador impedindo seu crescimento e o mantendo na zona de acomodação.

Observem que o termo zona de acomodação e não de conforto como outros autores se referem.

Pessoas que precisam tomar atitude de mudanças e são impedidas pelo seu sabotador se colocam em zona de acomodação e não de conforto, visto que apesar de se sentirem desconfortáveis com aquela situação, se sentem impotentes. Acomodam-se.

Vejamos em detalhes o que é e como opera nosso sabotador sendo ele o maior vilão para aqueles que pretendem desenvolver sua ILE – Inteligência Lógica-Emocional.

Chamamos de sabotador diretrizes involuntária que o cérebro passa a mente. Um alerta de perigo mesmo quando não se está em perigo.

Esse mecanismo de defesa foi evoluído em milhares de anos de evolução do cérebro e está relacionado ao instinto de defesa e sobrevivência.


O cérebro possui uma área neural em sua base. As amígdalas esquerda e direita responsáveis por alertar o cérebro do mínimo risco que possa correr, atuam involuntariamente usando a mente instintiva e a mente emocional.

A amígdala do cérebro conhecida como botão do pânico, é um ponto de disparo da angústia, da raiva, medo e ordens do tipo: ataca, corre ou prepare para lutar.

Elas funcionam como radar do cérebro para ameaças.

O problema surge quando as amígdalas veem perigo onde não existe.

Tal como não controlarem o que ocorrerá se tomarmos determinadas ações como sair de um relacionamento que nos faz infeliz. Ela diz: E se ficar pior? Ou mesmo sair de um emprego em que não estamos bem- Ela diz: E se não arrumar coisa melhor? E se faltar dinheiro? E sua segurança?

O fato é que as amígdalas não nos guiaram por todo processo evolutivo deixando nos agir por livre arbítrio como pensamos. Nos momentos que surgem algo desconhecido ela dispara o botão do pânico.

Quando disparam, as amígdalas provocam o que chamamos de sequestro do cérebro: ação de defesa que nos impede de raciocinar em cima da ordem dada pelo cérebro.

Agimos apenas pelo nosso instinto e deixamos a mente praticamente fora do processo.

Em um sequestro do cérebro podemos perder até 96% da nossa capacidade de raciocinar e poderemos tomar atitudes das quais, depois nos arrependeremos muito.

Isso pode acontecer em um ataque de raiva ou de medo e pode durar segundos ou meses ou até mesmo não voltar, como em alguns casos de depressão.


Explicando tecnicamente: o sabotador é a orientação que o cérebro passa à mente quando recebe qualquer sinal de alerta das amígdalas.

Imagine um dia de trabalho intenso que você demandará muita atenção de sua mente e antes de sair você recebe uma mensagem que a empresa em que você trabalha foi adquirida por um concorrente.

Mesmo sem nenhuma informação em mãos suas amígdalas já disparam um sinal de perigo gerando angústia, medo e muita ansiedade.

Sem controle da situação você não concentrará no seu trabalho. Sua mente estará sequestrada recebendo sinais de alerta.

Começam a surgir pensamentos, como voz interna: você vai perder o emprego; não terá condições de sustentar sua família. Essa voz tornar-se-á recorrente até ficar crônica em forma de ansiedade ou depressão.


O fato relatado acima acontece todos os dias e a verdadeira sabotagem não pode ser percebida na narração.

Na maioria dos casos, essas pessoas já tiveram oportunidades ou pensaram em sair em busca de um trabalho melhor, que fizesse mais sentido.

Nesse caso, o sabotador age mais destrutivo impedindo a pessoa de dar um passo rumo a mudança.

O trabalho está ruim, a pessoa está infeliz, mas pelo menos é seguro e está conseguindo sobreviver.

Isso é o suficiente para o cérebro disparar um alerta de perigo e a mente, sabotando o processo de mudança, começa a esboçar pensamento contrário. Por isso recebe esse nome.

Todo esse processo acontece no nível inconsciente.

Quando a mente inicia o pensamento, ela busca referencias na memória, principalmente os modelos mentais que possam orientar o pensamento.

Ela trabalha por associação e comparação buscando referencias no passado para projetar o futuro em ciclo vicioso.


Quando percebemos algo antes mesmo da mente manifestar qualquer reação, as amígdalas já avaliaram se existe risco. Um fato novo para elas será sempre risco e elas disparam o alerta.

Isso acontece em milésimo de segundo.

Antes de surgir o primeiro pensamento surge uma emoção. Esta pode ser boa se o cérebro não percebeu risco ou ruim se percebeu algo suspeito.

As amígdalas buscam, na memória, se há registro para o fato e avaliam, em primeiro lugar, se é seguro.

Pode ser algo maravilhoso, mas antes de qualquer decisão o cérebro precisa analisar se é seguro.

Se o cérebro encontra um registro desconhecido que pode ser bom para a pessoa, provavelmente, a mente receberá a mensagem: “não arrisque”. A essa ação chamamos de sabotador.


CONSTRUINDO AS VERDADES e OS MODELOS MENTAIS

Os modelos mentais e os registros são construídos ao longo da vida.

Nos dois primeiros setênios da vida, dos 0 aos 14 anos, o mundo é modelado pelo ambiente biopsicológico, principalmente pelos pais.

Dos 14 aos 21 anos os modelos mentais passam por grandes revisões, buscando referencias no ambiente socioambiental e, principalmente, ambiente cognitivo.

Isto se dá porque os modelos mentais precisam sofrer um estímulo para se manifestarem.

É o que ocorre com os modelos mentais de relacionamento. No casamento, o modelo de como educar os filhos, só se manifestará quando o fato ocorrer.

Sendo assim, passamos pelo terceiro setênio sem questionar modelos mentais que poderão trazer diversos sofrimentos e a chance de uma pessoa repetir, mesmo que tenha sofrido, as mesmas atitudes que viu quando era criança, é muito grande.

Defendemos que o ambiente que mais impacta nossa vida e consequentemente nossos modelos mentais é o biopsicológico, a família.

Considerando que a base dos conhecimentos da humanidade estão alicerçados na: religião, filosofia, ciência e academia, percebe-se como a família exerce grande poder na formação dos modelos mentais

A maioria das famílias impõe aos filhos sua ideologia religiosa ou a falta dela, como o exemplo de uma família onde os pais tem uma forte ligação com a filosofia ou ciência.

Mesmo o ambiente cognitivo que é praticamente todo definido pela família: as escolas, que cursos orientar e oferecer aos filhos, que lugares a visitar e a própria cultura.

Sofremos influencia por todos os três ambientes, mas acreditamos que a ILE irá modelar-se no ambiente biopsicológico.


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