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A Revolução da Requalificação

Atualizado: Mar 24



Precisamos de uma revolução de requalificação.

Veja como fazer isso acontecer


Há alguns anos, numa velocidade incrível, a vida vem sofrendo transformações excepcionais que influenciam, de forma descomunal, nossas vidas.

O desenvolvimento de todos os setores das atividades humana estão a mercê dessas influências.

O futuro dos empregos desde 2014 passou a integrar a agenda do Fórum Econômico Mundial.


Escolas, universidades, empresários, governos e terceiro setor precisam se unir para enfrentar a iminente necessidade de uma reação do Brasil ao que o “Fórum Econômico Mundial 2020” chamou de “Revolução da requalificação”.


O relatório "Revolução da requalificação" publicado no Fórum Econômico Mundial de 2020 realizado em Davos, Suíça, entre os dias 21 a 24 de janeiro alertou o mundo sobre a lacuna aberta nas últimas duas décadas.


A valorização do capital humano não apenas serve para equipar os indivíduos com o conhecimento e as habilidades necessárias para responder às mudanças sistêmicas, mas também os capacita a participar da criação de um mundo mais igualitário, inclusivo e sustentável.


A educação é e continuará sendo fundamental para promover o crescimento econômico inclusivo e proporcionar um futuro de oportunidades para todos.


À medida que as tecnologias da 4ª Revolução Industrial criam novas pressões nos mercados de trabalho.

Reformas na educação, na aprendizagem ao longo da vida e nas capacitações serão fundamentais para garantir que os indivíduos tenham acesso à oportunidade econômica, permanecendo competitivos no novo mundo do trabalho.

Por outro lado, as empresas terão acesso aos talentos de que precisam para os empregos do futuro.


Estudos em psicologia organizacional e liderança, bem como artigos populares, movimentam-se em discussões sobre a importância da inteligência emocional.

Os líderes empresariais começam a reconhecer que a maneira como as pessoas gerenciam suas emoções contribuem para a economia da sociedade.


O Prêmio Nobel James Heckman escreve que o investimento na educação das habilidades "não cognitivas" das crianças - como motivação, perseverança e autocontrole - é uma abordagem econômica para aumentar a qualidade e a produtividade da força de trabalho.


Apesar do debate do tema iniciado no Fórum Econômico de 2014, já em 1990, o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - produzira um relatório denominado Paradigma do desenvolvimento humano”, coordenado por Amartya Kumar Sen, professor de economia e filosofia na Universidade Harvard e Prêmio Nobel de Economia 1998, que alertou que a humanidade seguia por esse caminho.


Amartya Kumar Sen disse:

"O desenvolvimento humano, como uma abordagem, lida com aquilo que considero ser a ideia básica do desenvolvimento: especificamente, o aumento da riqueza da vida humana em vez da riqueza da economia, em que os seres humanos vivem, apenas uma parte da própria vida.”


O paradigma do desenvolvimento humano promove a ideia de que não existe um vínculo automático entre crescimento econômico e progresso humano, consequentemente o desenvolvimento da aprendizagem socioemocional (ASE).


Era um alerta principalmente aos países membros do G20, que o aumento do PIB não significava aumento na qualidade de vida da população e que as pessoas estavam ficando para trás.


O relatório “Paradigma do desenvolvimento humano "aponta a educação como oportunidade central para preparar o indivíduo para fazer escolhas e transformar em competências o potencial que trazem consigo".


Este artigo tem o propósito de chamar atenção de jovens, universitários e profissionais que estão no mercado que existem duas correntes que surgem sempre pós Fórum Econômico Mundial, desde 2014.


A primeira, extremamente pessimista, prevê o apocalipse para essa década que se inicia, 2020 – 2029, onde seremos substituídos pela IA – inteligência artificial.

Esse contexto acaba ganhando notoriedade porque o cérebro fixa muito mais as coisas negativas do que as positivas, então notícias ruins recebem mais atenção.


Particularmente fico com o grupo dos otimistas, que enxergam a “Quarta Revolução Industrial” como uma oportunidade. Acredito que o desenvolvimento tecnológico trará uma qualidade vida melhor para humanidade, viveremos mais e melhor.


A Revolução da Requalificação


Acredito que devemos andar pelo caminho do meio, não acredito no apocalipse, mas não vejo um mar de rosas pela frente.

Estamos todos em uma grande mesa de apostas de um cassino.


Um lado aposta que nada será feito ou que não há mais tempo para evitar uma crise de empregos de escala global;


Do outro lado estamos nós, os otimistas que acreditam que governos, escolas, universidades, empresários e os próprios profissionais irão se unir busca de uma “Revolução da Requalificação.


Por que precisamos de uma revolução global de requalificação?


1. Como os empregos serão transformados pelas tecnologias da Quarta Revolução Industrial, precisaremos capacitar mais de 1 bilhão de pessoas até 2030;


2. Nos próximos dois anos - até 2022 - espera-se que 42% das habilidades básicas necessárias para a execução de tarefas existentes sejam alteradas;


3. Além das habilidades de alta tecnologia, as habilidades socioemocionais estarão em alta demanda, incluindo habilidades relacionadas a vendas, recursos humanos, assistência e educação.


Como podem surgir duas visões tão discrepantes do mesmo assunto?


Um grupo aposta que os governos, sociedades e sistemas de educação continuarão inertes frente aos estudos e alertas apresentados, assim como ocorre com a questão do meio ambiente.


Esse grupo tem motivos para pensar assim ou são apenas pessimistas tentando chamar atenção da mídia?

A resposta é sim. Essas pessoas têm fortes razões para se apresentarem de forma tão cética a um cenário mundial.


De fato, nas duas primeiras décadas do século XXI houve uma inação, principalmente nas 20 maiores economias mundiais que abriu uma lacuna de proporções globais.


O que significa essa lacuna?

Estudos apontam que 75 milhões de empregos irão se transformar até 2022 e isso é um fato irreversível.


Se transformar significa:


1. Desaparecerão para sempre substituídos pela IA – Inteligência Artificial;


2. Migrarão geograficamente. As empresas descobrirão que antes de investirem em novas tecnologias será mais barato contratar mão de obra quase escrava em países do 3º mundo;


3. Serão substituídos por mão de obra terceirizada. Estudos apontam que 75% das empresas irão optar em ter menos funcionários e trabalhar sob demanda com freelancers.


O mesmo relatório que mostra a transformação de 75 milhões de empregos, apresentou estudos realizados pelas melhores Universidades do mundo que indicam surgir 135 milhões de empregos até 2022.


Estudos apontam que para 0,98 empregos perdidos surgirão 1,74.

Essa é maior janela do mercado de trabalho da história da humanidade.


Para que a humanidade desfrute de todos os benefícios advindos das novas tecnologias e não deixe que avanço tecnológico transforme milhões de pessoas em desempregados e/ou inúteis dentro da “Quarta Revolução Industrial”, precisaremos de uma ação global que foi denominada de “Revolução da Requalificação”, relatório apresentado no dia 21 de janeiro de 2020, durante o Fórum Econômico Mundial de 2020, realizado em Davos - Suíça.


Esse grupo pessimista acredita que, principalmente o G20 – Grupo das 20 maiores economias do mundo – não farão o que deve ser feito ou proposto na agenda de Davos 2020, como aconteceu com inúmeras tentativas de acordos sobre o meio ambiente.

Por isso não os tenho como sensacionalistas, acredito que existam motivos de sobra para eles pensarem assim.



A visão otimista da "Revolução da Requalificação"


O relatório aponta:

"Como podemos garantir que as pessoas ao redor do mundo não sejam deixadas para trás?

Precisamos nos reunir - governos, empresas e sociedade - para fornecer educação, habilidades e empregos para pelo menos 1 bilhão de pessoas até 2030.


À medida que os trabalhos evoluem, também evoluem as habilidades necessárias para realizá-los. Espera-se que, em média, 42% das habilidades básicas dentro das funções mudem até 2022.

Para progredir significativamente na qualificação do mundo, será especialmente importante se concentrar nas profissões que mais crescem no futuro.


Veja o quadro abaixo:



No entanto, embora seja necessário que as pessoas trabalhem com a tecnologia, também estamos vendo uma necessidade crescente de desenvolver habilidades especializadas para como elas interagem, conhecidas como habilidades socioemocionais.


Um novo relatório do Fórum Econômico Mundial concluiu que muito crescimento de empregos virá de sete áreas profissionais: assistência, engenharia e computação em nuvem, marketing de vendas e conteúdo, dados e IA, empregos verdes, pessoas e cultura e gerentes de projetos especializados.


As maiores ofertas de empregos virão da tecnologia e de áreas que demandem habilidades socioemocionais.


Os líderes empresariais preocupados com a competitividade futura do Brasil no cenário global, tome cuidado: nossas escolas e Universidades não estão formando jovens que nos levam para o século XXI.


Segundo o Fórum Econômico Mundial de 2020 os conteúdos de currículos que governos, escolas e empresas devem construir para próxima década são:

1. 4ª Revolução Industrial;

2. Aprendizagem socioemocional (ASE);

3. Inovação;

4. Participação cívica;

5. Valores;

6. Tecnologia da informação.


Há um equívoco comum de que todos precisaremos desenvolver habilidades altamente tecnológicas ou científicas para ter sucesso.

No entanto, embora seja necessário que as pessoas trabalhem com a tecnologia, também estamos vendo uma necessidade crescente de desenvolver habilidades especializadas para como elas interagem.


Isso inclui criatividade, colaboração e dinâmica interpessoal, além de habilidades socioemocionais relacionadas a funções especializadas em vendas, recursos humanos, assistência e educação.


Hoje, esse problema é um problema Global, conforme demonstrado pela Dra. Saadia Zahidi - Diretora, Fórum Econômico Mundial - em sua palestra em Davos no dia 22 janeiro de 2020.


Os empregadores preveem uma mudança significativa na divisão do trabalho entre humanos, máquinas e algoritmos para as tarefas de hoje.


Atualmente, uma média de 71% do total de horas de tarefas nos setores cobertos pelo Relatório de “Futuro dos Empregos” é realizada por humanos, em comparação com 29% por máquinas ou algoritmos.


Veja o quadro abaixo:



Os empregadores preveem uma mudança significativa na divisão do trabalho entre humanos, máquinas e algoritmos para as tarefas de hoje.

Atualmente, uma média de 71% do total de horas de tarefas nos setores cobertos pelo Relatório de Futuro dos Trabalhos é realizada por humanos, em comparação com 29% por máquinas ou algoritmos.


Em 2022, espera-se que essa média tenha mudado para 58% de horas de tarefas realizadas por seres humanos e 42% por máquinas ou algoritmos.

Em termos de horas totais de trabalho, nenhuma tarefa de trabalho ainda é realizada predominantemente por máquinas ou algoritmos atualmente.


Até 2022, 62% das tarefas de processamento de dados e pesquisa e transmissão de informações da organização serão executadas por máquinas.

Em relação ao ponto de partida atual, a expansão da participação das máquinas no desempenho das tarefas de trabalho será particularmente acentuada nas tarefas de raciocínio e tomada de decisões, administrativas e de busca de informações.


Até as tarefas de trabalho realizadas predominantemente pelos seres humanos hoje em dia - comunicar, interagir, coordenar, gerenciar e aconselhar - começarão a ser executadas pelas máquinas, embora em menor grau.


As ocupações crescentes incluem funções como analistas de dados, desenvolvedores de software e aplicativos e especialistas em comércio eletrônico e mídias sociais - trabalhos significativamente baseados e aprimorados pelo uso da tecnologia.


No entanto, também se espera que cresçam os cargos baseados em características distintamente 'humanas', como Trabalhadores do Atendimento ao Cliente, Profissionais de Vendas e Marketing, Treinamento e Desenvolvimento, Pessoas e Cultura e Especialistas em Desenvolvimento Organizacional, bem como Gerentes de Inovação.


Veja o quadro das tendências publicadas em janeiro de 2020:



Os empresários e governo no Brasil precisam acordar para o cenário atual nas empresas, pois isso reflete na saúde mental da nossa sociedade:


Segundo uma pesquisa da Isma-Brasil, publicado na revista EXAME, 72% dos profissionais estão infelizes no emprego.


Tamanha infelicidade, já se sabe, leva a transtornos psicológicos, como depressão, ansiedade e burnout (a maneira de o corpo dizer “basta”).


Principais componentes:

1. Excesso de pressão e cobrança;

2. Dificuldade em ver perspectiva de crescimento;

3. Qualidade da liderança;

4. Qualidade das relações interpessoais;

5. Incompatibilidade de valores.


No mesmo período foi realizada uma pesquisa da Gallup nos Estados Unidos, que revelou que 77% das pessoas odeiam o seu trabalho.


Nos EUA Herman Group identificou que 30% já se despediram “mentalmente” dos seus empregos e só pensam em arrumar um outro trabalho (melhor).

Qual é o maior motivo para a insatisfação no trabalho então?

Qualidade nas relações humanas, principalmente liderança.




Novas tarefas no trabalho estão impulsionando a demanda por novas habilidades


Até 2022 as habilidades necessárias para executar a maioria dos trabalhos terão mudado significativamente.

A média global de “estabilidade de habilidades” - as habilidades essenciais necessárias para realizar um trabalho que permanecerá o mesmo - deverá ser de cerca de 58%.


Significa que os trabalhadores verão uma mudança média de 42% nas habilidades necessárias no local de trabalho no período que anteceder 2022.

As habilidades que crescem com destaque incluem pensamento analítico e aprendizado ativo, além de habilidades como design de tecnologia, destacando a crescente demanda por vários tipos de competência em tecnologia.


A proficiência em novas tecnologias é apenas parte da equação de habilidades que serão fundamentais até o ano 2022. Habilidades “humanas”, como: criatividade, originalidade e iniciativa, pensamento crítico, persuasão e negociação, também reterão ou aumentarão seu valor, bem como atenção aos detalhes, resiliência, flexibilidade e resolução de problemas complexos.




Todos nós precisamos nos tornar aprendizes ao longo da vida


Em média, os funcionários precisarão de 101 dias de reciclagem e aprimoramento no período até 2022.

Lacunas de habilidades emergentes - tanto entre trabalhadores individuais quanto entre a liderança sênior das empresas - podem obstruir significativamente o gerenciamento de transformação da organização.


Dependendo da indústria e da geografia, é provável que entre metade e dois terços das empresas recorrerão a contratados externos, funcionários temporários e freelancers para resolver as lacunas de suas habilidades.


Uma abordagem abrangente para o planejamento, a qualificação e o aprimoramento da força de trabalho será a chave para o gerenciamento proativo e positivo de tais tendências.


Tendências e estratégias da força de trabalho para a quarta revolução industrial


A fim de aproveitar o potencial transformador da Quarta Revolução Industrial, os líderes empresariais de todos os setores e regiões serão cada vez mais chamados a formular uma estratégia abrangente de força de trabalho pronta para enfrentar os desafios dessa nova era de acelerar a mudança e a inovação.


Da mesma forma, formuladores de políticas, educadores, sindicatos e trabalhadores individuais têm muito a ganhar com uma compreensão mais profunda do novo mercado de trabalho e uma preparação proativa para as mudanças em andamento.


Os principais fatores a serem considerados incluem o mapeamento da escala de mudanças ocupacionais em andamento e a documentação dos tipos de empregos emergentes e em declínio; destacando oportunidades de uso de novas tecnologias para aumentar o trabalho humano e melhorar a qualidade do trabalho;


Para realizar proativamente os benefícios dessas mudanças, pelo menos 54% de todos os funcionários precisarão de novos conhecimentos e aprimoramentos até 2022.

No entanto, apenas 30% dos funcionários em risco de deslocamento de emprego devido a mudanças tecnológicas receberam treinamento no ano passado e os que estão mais em risco geralmente são os que têm menos probabilidade de receber reciclagem.


A revolução de requalificação e a economia mundial


Existe um custo claro para a inação. Nos países do G20, o não cumprimento da demanda de habilidades da nova era tecnológica pode colocar em risco US $ 11,5 trilhões em crescimento potencial do PIB na próxima década, segundo estimativas da Accenture. O custo humano é infinitamente pior.


Ficou claro que a mão de obra atual e os profissionais formados nas duas primeiras décadas do século XXI não estão alinhados com as mudanças demandadas pela Quarta Revolução Industrial.


Há um completo desalinhamento entre o que o mercado precisa com a mão de obra que as escolas e Universidades estão formando.


É por esse motivo que o relatório propõe uma ação conjunta, governos, empresários e sociedade civil, para reverter esse quadro e gerar mão de obra para suprir essa lacuna.


A proposta da “Revolução da Requalificação” é que mesmo com a união de todos, cada profissional precisará fazer sua parte no processo.


A questão é como convencer a todos a buscar a requalificação e quanto vai custar essa “Revolução da Requalificação”?


Existem dois grandes desafios nesse movimento:


1. O primeiro, é a maior força conhecida pelo homem; segundo Einstein, a vontade.

Segundo uma pesquisa apresentada pela Ministra do Trabalho da Dinamarca, 35% das pessoas ainda acreditam que isso é sensacionalismo e não pretendem se requalificar.

As pessoas não estão dispostas a sair da “Zona de Acomodação” e/ou não acreditam nas previsões.

Até 2022 todos os profissionais precisarão de 101 dias de requalificação.

As pessoas precisão sair da “Zona de Acomodação” e sair em busca de requalificação, precisarão desenvolver habilidades e competências de desaprender o que aprendeu e reaprender coisas novas.


2. O segundo e o maior desafio é quem pagará por essa conta?

Estima-se que só para requalificar a mão de obra obsoleta para atender a 4ª revolução industrial, os EUA precisarão investir U$34 bilhões.

O mesmo estudo mostra que só 25% das empresas pesquisadas geram lucros suficientes para investirem em requalificação.




É preciso investir em habilidades socioemocionais


Além das habilidades de alta tecnologia, as habilidades adquiridas na aprendizagem socioemocional estarão em alta demanda, incluindo habilidades relacionadas a vendas, recursos humanos, assistência e educação.


Os estudos apontam que irão se transformar ou desaparecer as funções de colarinho branco com habilidades de rotina, como funcionários de entrada de dados, funcionários de contabilidade e folha de pagamento, secretários, auditores, caixas bancários e caixas de lojas - suscetíveis a avanços em novas tecnologias e automação de processos.


Abaixo apresentarei o resultado da análise do relatório, dividido em: carreiras estáveis, novas carreiras e carreiras que devem sofrer grande transformação ou desaparecerem:


Funções estáveis:


1. Diretores administrativos e executivos principais

2. Gerentes gerais e de operações *

3. Desenvolvedores e analistas de software e aplicativos *

4. Analistas de dados e cientistas *

5. Profissionais de vendas e marketing *

6. Representantes de Vendas, Atacado e Manufatura, Produtos Técnicos e Científicos

7. Especialistas em Recursos Humanos

8. Consultores Financeiros e de Investimentos

9. Profissionais de banco de dados e rede

10. Especialistas em cadeia de suprimentos e logística

11. Especialistas em Gerenciamento de Riscos

12. Analistas de segurança da informação *

13. Analistas de gestão e organização

14. Engenheiros de Eletrotecnologia

15. Especialistas em Desenvolvimento Organizacional *

16. Operadores de plantas de processamento químico

17. Professores Universitários e de Ensino Superior

18. Diretores de Compliance

19. Engenheiros de Energia e Petróleo

20. Engenheiros e especialistas em robótica

21. Operadores de usinas de refino de petróleo e gás natural


Novas funções:


1. Analistas de dados e cientistas *

2. Especialistas em IA e Machine Learning

3. Gerentes gerais e de operações *

4. Especialistas em Big Data

5. Especialistas em Transformação Digital

6. Profissionais de vendas e marketing *

7. Especialistas em novas tecnologias

8. Especialistas em Desenvolvimento Organizacional *

9. Desenvolvedores e analistas de software e aplicativos *

10. Serviços de Tecnologia da Informação

11. Especialistas em automação de processos

12. Profissionais de inovação

13. Analistas de segurança da informação *

14. Especialistas em comércio eletrônico e mídias sociais

15. Experiência do usuário e máquina humana

16. Designers de interação

17. Especialistas em Treinamento e Desenvolvimento

18. Engenheiros e especialistas em robótica

19. Especialistas em Pessoas e Cultura

20. Trabalhadores de informações e atendimento ao cliente *

21. Designers de Serviços e Soluções

22. Especialistas em Marketing Digital e Estratégia


Funções com tendência de grandes transformações ou desaparecer


1. Funcionários de entrada de dados

2. Funcionários de contabilidade, contabilidade e folha de pagamento

3. Secretários administrativos e executivos

4. Montagem e Operários

5. Trabalhadores de informações e atendimento ao cliente *

6. Gerentes de serviços e administração de negócios

7. Contadores e Auditores

8. Funcionários para registro de material e manutenção de estoque

9. Gerentes gerais e de operações *

10. Funcionários do serviço postal

11. Analistas Financeiros

12. Caixas e balconistas

13. Mecânicos e reparadores de máquinas

14. Operadores de telemarketing

15. Instaladores e reparadores de eletrônicos e telecomunicações

16. Caixas bancários e funcionários relacionados

17. Motoristas de carro, van e motocicleta

18. Agentes e corretores de vendas e compras

19. Trabalhadores de vendas porta a porta, vendedores ambulantes de notícias e ruas e trabalhadores relacionados

20. Funcionários estatísticos, financeiros e de seguros

21. Advogados


Fonte: Pesquisa Future of Jobs 2018, Fórum Econômico Mundial.

Nota: As funções marcadas com * aparecem em várias colunas. Isso reflete o fato de que eles podem estar vendo demanda estável ou em declínio em um setor, mas estão em demanda em outro.


A proficiência em novas tecnologias é apenas uma parte da equação de habilidades de 2022, no entanto, como habilidades "humanas" resultantes da aprendizagem socioemocional, como criatividade, originalidade e iniciativa, pensamento crítico, persuasão e negociação também manterão ou aumentarão seu valor, assim como atenção aos detalhes, resiliência, flexibilidade e solução complexa de problemas.



Habilidades socioemocionais


A inteligência emocional, a liderança e a influência social, bem como a orientação para o serviço, também veem um aumento excessivo na demanda em relação ao seu destaque atual.


A tendência das habilidades que mais irão gerar demanda até 2022:


Hoje - 2020


1. Criatividade;

2. Originalidade;

3. Iniciativa;

4. Pensamento crítico;

5. Persuasão;

6. Negociação;

7. Atenção aos detalhes;

8. Resiliência;

9. Flexibilidade

10, Resolução de problemas complexos.



Tendências, 2022


1. Pensamento analítico e inovação

2. Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem

3. Criatividade, originalidade e iniciativa

4. Projeto e programação de tecnologia

5. Pensamento e análise críticos

6. Solução complexa de problemas

7. Liderança e influência social

8. Inteligencia emocional

9. Raciocínio, resolução de problemas e ideação

10. Análise e avaliação de sistemas



Em declínio, 2022


1. Destreza manual, resistência e precisão

2. Memória, habilidades verbais, auditivas e espaciais

3. Gerenciamento de recursos financeiros e materiais

4. Instalação e manutenção de tecnologia

5. Leitura, escrita, matemática e audição ativa

6. Gestão de pessoal

7. Controle de qualidade e conscientização de segurança

8. Coordenação e gestão do tempo

9. Habilidades visuais, auditivas e de fala

10. Uso, monitoramento e controle de tecnologia



Requalificar pensando nas mulheres

A medida que transformamos a educação e os mercados de trabalho, também é imperativo que levemos em consideração os efeitos específicos em vários grupos.


Por exemplo, dada a forma como nossos mercados de trabalho estão atualmente segmentados, o ônus do deslocamento de emprego e das tendências de déficit de habilidades provavelmente cairão desproporcionalmente nas mulheres.


Eles ocupam muitos dos empregos que provavelmente serão substituídos e estão sub-representados nos campos com maior probabilidade de crescimento do emprego.

Por exemplo, apenas 22% das pessoas que trabalham em inteligência artificial são mulheres.


No entanto, novas fontes de criação de empregos também oferecem uma oportunidade única de conectar a paridade de gênero ao futuro do trabalho.

O salto para a paridade de gênero exige medidas proativas das empresas e dos governos para garantir que as mulheres sejam igualmente representadas nas ocupações de maior crescimento e nas habilidades mais procuradas.


O Fórum Econômico Mundial está pedindo às empresas que identifiquem os cinco empregos que mais crescem e se comprometam a contratar um número igual de homens e mulheres.


Esses esforços e outros para investir no desenvolvimento do talento e do potencial de todas as pessoas podem ser a ponte que precisamos adotar para um crescimento inclusivo e sustentável que aproveite a tecnologia para criar oportunidades para todos. Investir nas pessoas pode transformá-las de observadores passivos de interrupção em líderes ativos de mudanças positivas em suas comunidades locais, regionais e globais.



Diversidade é a ponte sobre a qual podemos atravessar a lacuna de habilidades


1. Mais da metade dos líderes empresariais afirma que a escassez de habilidades está dificultando a transformação digital.


2. As empresas devem ampliar a pesquisa de talentos para dados demográficos inexplorados.


3. A tecnologia pode facilitar essa pesquisa.


Pergunte aos líderes de negócios hoje o maior risco comercial no futuro e eles provavelmente dirão a contratação e retenção de uma força de trabalho qualificada.


Certamente estamos sentindo isso na indústria de tecnologia.

Prevê-se que a escassez mundial de habilidades trabalhistas atinja 4,3 milhões de trabalhadores e aproximadamente US$ 450 bilhões em produção não realizada até 2030 - e isso é apenas no setor de tecnologia, mídia e telecomunicações.


Uma lagoa de habilidades maior!


Os líderes empresariais precisam identificar novas fontes de talento rapidamente.

A maioria das empresas, especialmente as da indústria de tecnologia, está pescando na mesma pequena lagoa por talentos.


É hora de mergulhar no mar de talentos tradicionalmente sub-representados na tecnologia, como mulheres, minorias e outros grupos que foram amplamente excluídos do setor até hoje.


A Dell lançou recentemente um programa de contratação para pessoas com autismo . Segundo Howard Elias - Presidente de Serviços e Digital da Dell Technologies -:

"Mudamos a experiência de recrutamento para esse conjunto de talentos - precedendo o processo tradicional de entrevistas, que pode ser esmagador para alguns candidatos autistas.

Em vez disso, os trouxemos para uma avaliação de duas semanas, seguida de um estágio de 12 semanas com treinamento para candidatos selecionados. É um exemplo de como pensamos criativamente sobre como expandir nosso pool de talentos e abrir portas para oportunidades para todos."


A diversificação de equipes faz mais do que solucionar a escassez de trabalhadores, mas também faz sentido para os negócios.


Um estudo recente da McKinsey descobriu que as empresas do quartil superior de diversidade de gênero têm 21% mais chances de ter retornos financeiros acima de suas respectivas medianas da indústria nacional.


E quando analisaram os benefícios da diversidade étnica, ela saltou para 33%.

Pelo contrário, pesquisas do MIT mostram que grupos racialmente homogêneos são menos rigorosos na tomada de decisões e cometem mais erros do que grupos diversos. E nos negócios, os erros custam.

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